Como as alterações morfológicas no solo afetam o habitat dos micro-organismos

Como as alterações morfológicas no solo afetam o habitat dos micro-organismos

Palestra será proferida pela pós-doutoranda Adriana Pereira da Silva, durante a XX RBMCSA em Foz do Iguaçu

O grande desafio da agricultura moderna está na busca por um manejo adequado do solo, que contribua para a sustentabilidade econômica e ambiental dos sistemas de produção. O manejo do solo e das culturas desempenha papel fundamental nessa busca, por atuarem diretamente sobre a sua estrutura e, como consequência, no hábitat da microbiota que é responsável por diversos processos no solo.

Com base nessas informações, Adriana Pereira da Silva, mestre em Biotecnologia e pós-doutoranda pela Universidade Estadual de Londrina, vai proferir a palestra Qualidade estrutural do solo: contribuições da biologia do solo , durante a XX Reunião Brasileira de Manejo e Conservação de Solo e Água (RBMCSA), que vai acontecer de 20 a 24 de novembro em Foz do Iguaçu.

O foco principal da palestra é demonstrar como as alterações morfológicas provocadas pelo manejo, e observadas na estrutura do solo, afetam o hábitat da microbiota. O conhecimento detalhado da estrutura do solo pode ser uma ferramenta capaz de fornecer um indicativo sobre a microbiota, considerada componente fundamental de ecossistemas naturais ou manejados por atuar na decomposição da matéria orgânica e na ciclagem de nutrientes.

De acordo com Adriana, o reconhecimento das funções exercidas pela microbiota no funcionamento do solo, bem como a sua sensibilidade na identificação de mudanças promovidas pelo manejo, tem levado a sua utilização no monitoramento e/ou avaliação da qualidade do solo. “Atualmente, alguns laboratórios de análise de solo já realizam avaliações de parâmetros microbiológicos, que juntamente com parâmetros químicos permitem o entendimento dos efeitos da exploração agrícola na qualidade do solo. A avaliação da estrutura do solo, além de fornecer resultados imediatamente interpretáveis se mostra promissora em indicar modificações na microbiota”, explica.

Para transferir essas novas tecnologias ao agricultor, Adriana ressalta que é preciso conhecer as necessidades do produtor rural conscientizando-o para a adoção de práticas que priorizem a conservação e qualidade do solo, através de uma linguagem prática, clara e objetiva. “Entretanto, isso requer também a conscientização de profissionais, estudantes, técnicos e extensionistas”, lembra, acrescentando que melhorar a comunicação e estreitar as relações entre o segmento produtivo pode contribuir para a difusão de novas tecnologias.

PRAZOS – Estão programados, para os cinco dias da XXRBMCSA, a realização de 4 conferências, 3 mesas redondas, 10 sessões técnicas, 3 minicursos e duas visitas técnicas. Também serão apresentados cerca de 300 trabalhos científicos na forma oral ou de pôsteres, com resultados de pesquisa atuais e inovadores de todas as subcomissões científicas ligadas ao manejo e conservação do solo.

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