Cocamar aposta na ILPF para recuperação de pastagens no arenito

Cocamar aposta na ILPF para recuperação de pastagens no arenito

Tema foi amplamente discutido durante a V Reunião Paranaense da Ciência do Solo e II o Simpósio Brasileiro de Solos Arenosos, ocorridos em Maringá

A Cocamar vem apostando no potencial das áreas degradadas de pastagem, em especial no noroeste do Paraná, desenvolvendo o projeto de Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF), que tem por objetivo auxiliar o cooperado a utilizar de maneira sustentável a propriedade. O tema foi amplamente discutido durante os três dias da V Reunião Paranaense da Ciência do Solo e II o Simpósio Brasileiro de Solos Arenosos, ocorridos em Maringá.

“Queremos expandir e viabilizar a tecnologia de ILPF. Temos, como pano de fundo, o arenito do Paraná, uma região frágil, mas de grande potencial”, afirma o engenheiro agrônomo Renato Watanabe, coordenador técnico de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) da Cocamar. Segundo ele, o objetivo da cooperativa é levar aos cooperados duas frentes bastantes importantes quando se fala em sustentabilidade do sistema a longo prazo.

“Por estarmos numa área de alta suscetibilidade à erosão e extremamente pobre em nutrientes, a ILPF tem como princípio trabalhar o manejo e conservação do solo, buscando maior produtividade e renda ao agropecuarista. Temos uma história longa de mais de 15 anos em que tentamos encontrar soluções ou alternativas para viabilizar os produtores nesta região, já passando por vários ciclos como laranja, bicho da seda, algodão”, diz

Dos 3,2 milhões de hectares de arenito no Paraná, Watanabe diz que pelo menos 1,5 milhão de hectares é de pastagens degradadas. A ideia é utilizar a soja ou o milho, ou seja, culturas anuais, para amortizar o custo parcialmente da reforma das pastagens. Aí sim teremos uma pecuária altamente produtiva com baixo custo de arroba produzido, porque os grãos pagam boa parte desta conta, ou seja, este sistema vai permitir que o produtor ganhe dinheiro tanto com grãos quanto com a pecuária”, compara.

A ideia é trazer uma pecuária extremamente competitiva atrás das culturas anuais, esse é o principal papel dos grãos dentro do sistema. A prática de ILPF possibilita a melhora do solo e do pasto, resultando no ganho de peso do gado em todas as estações do ano, já que mesmo no inverno o campo se mantém em bom estado.

“Quando a gente começa a fazer integração dentro da propriedade, só em pasto de inverno (aquele pasto que vem depois da soja de verão que vai ser usado entre 90 a 100 dias), percebemos resultados positivos. Só nesse espaço de tempo os produtores que acompanhamos produzem seis arrobas por hectares. Temos também alguns produtores mais intensivos, que suplementam, e buscam produzir 12 arrobas por hectare em 90 dias em comparação ao que ele produzia o ano todo”, diz Watanabe., acrescentando que a a ILPF permite intensificar a produção, consolidando o país como o principal produtor mundial de alimentos preservando as florestas.

O evento foi promovido pelo Núcleo Estadual Paraná da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (SBCS – NEPAR) e realizado pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e Cocamar Cooperativa Agroindustrial, contando com a parceria do Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR), entre outros. Os eventos contaram com importante apoio da Rede de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

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